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Arquivo da categoria: Coisas de Filme

O Melhor X da Questão

Quem nunca se sentiu diferente? Por um nariz, uma orelha, por ser magro, gordo, pobre, rico, negro, amarelo ou azul? A simples diferença infelizmente gera muitas vezes estranhamento, medo, revolta, segregação, preconceito entre outros efeitos colaterais. Talvez um dos maiores paradoxos da humanidade, pois sabemos que somos iguais e ao mesmo tempo somos únicos, com virtudes e defeitos que nos diferenciam de todos os outros, o problema é quando alguns se acham mais iguais que os outros.

Apesar de algumas vezes as adaptações de quadrinhos conseguirem sequências melhores que os filmes iniciais das séries – caso de “Cavaleiro das Trevas”  (The Dark Knight, 2008) e o próprio “X-Men 2″(2003) de Bryan Singer – sempre que uma continuação é lançada, existe o temor de que algo ruim e puramente comercial está por vir. Tanto que “X-Men 3: O Confronto Final”, aparentemente finalizava a franquia de forma decepcionante, sem Singer e sem brilho.

Mas a trilogia como um todo foi um sucesso, por isso o elenco ficou encarecido por estrelas, resultando na dificuldade em manter o universo utilizando o mesmo elenco – além de do terceiro filme eliminar parte dos principais personagens.  Para dar continuidade a ‘galinha de mutantes de ouro’ , inciou-se uma série de novos títulos.  Wolverine, quase unânime entre os fãs como o personagem mais carismático, ganhou um capitulo fraco sobre sua origem e fez muitos se decepcionarem. Mas “X-Men: Primeira Classe” (X-Men: First Class, 2011) de Matthew Vaughn (diretor do ‘redondo’ e bem construído “Stardust”, 2007) supreende por ser o melhor da franquia até aqui.

Como no ultimo filme do homem-morcego, esta primeira classe ganha pelo ótimo roteiro, que explora muito bem a questão complexa da diferença e do preconceito (tema principal do universo X e muito debatido pela sociedade atual). A construção das histórias de Charles Xavier (James McAvoy) e de Erik Lehnsherr (Michael Fassbender), futuro Magneto, são a base bem estruturada de toda linha narrativa, que utiliza acertadamente acontecimentos históricos reais (II Guerra Mundial e Crise dos misseis entre EUA e URSS nos anos 60), dando um tom ainda mais verossímil para os personagens, que apesar dos poderes mutantes, sofrem psicologicamente e socialmente por não serem considerados normais. Respeitando a trilogia já existente,  as origens distintas dos futuros líderes mutantes justificam suas ações dentro desta trama e dos filmes anteriores que se passam décadas depois. Também convincentes estão Kevin Bacon como o vilão Sebastian Shaw e Jennifer Lawrence (Raven Darkholme / Mística), que é a melhor personificação da questão mutante de aceitação, tanto da sociedade como dela e sua própria natureza.

A grande diferença deste ‘First Class’ é se distanciar do show pirotécnico de computação gráfica que existe em alguns filmes do genero – que se assemelham mais a linguagem de Games dos que de quadrinhos  – e se preocupa em contar um boa história. Os 132 minutos são talhados com pequenos conflitos, onde cada mutante encara de uma forma, tanto a sua mutação, como a escolha do ‘lado’ para lutar em meio a muitas tensões sociais e politicas.

Outro trunfo deste “X-Men” é mostrar claramente que apesar de diferentes, os mutantes são humanos, com qualidades, defeitos, desejos e principalmente são mortais. Em nenhum momento a sensação de conforto existe. O humor dosado na medida certa para aliviar a trama, sem exageros – aliás, outras franquias se perdem tentando agradar ao público adolescente carregando em humor e pirotecnia, abdicando de uma trama mais complexa.

O desfecho mantém o ritmo, justifica aspectos do universo X da franquia, e surpreende quem desconhece a história, por isso agrada aos fãs da primeira trilogia e aos espectadores casuais, possivelmente novos admiradores da escola para mutantes do Professor Xavier.

Pra não dizer que não falei das flores, meu modo de fazer uma crítica é analisando não apenas a obra em si, mas observando o meio, tempo e ao que se propõe a obra analisada. Não teria como fazer uma analise baseada nos quadrinhos da Marvel (isso eu deixo para meu amigo Diego M. Gomes que é especialista e mestre na arte e no universo X-Men), por isso esta humilde análise foi realizada em cima do filme como cinema e nas obras, tanto da franquia, como outras do mesmo gênero.

por Jonas Ribeiro

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Publicado por em junho 12, 2011 em All Posts, Coisas de Filme

 

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A Morte do Autor?

A autoria, por muitas vezes, deu mais crédito às obras do que por mérito delas em si. Além de muitos trabalhos serem analisados, criticados, idolatrados e até mal-compreendidos pelo “conjunto da obra” do próprio autor. Mas o que fazer quando a mesma origina-se de outra que (teoricamente) pertence a outro individuo? Ou quando a obra é divida em várias etapas, onde vários artistas colaboram para o produto final que possui um pouco de cada e ao mesmo tempo não consegue ter assinatura de nenhum deles?

Um dos aspectos da chamada Hipermidia, é o fator colaborativo de muitos para um objetivo. Podemos citar até a Web 2.0 que também compreende uma autoria colaborativa, vide o próprio Wikipédia, exemplo de  múltiplos autores. Mas justamente no ponto onde a variedade de autores contribui para construção desta mídia, também acarreta em dúvidas sobre sua qualidade e veracidade. Mas esta desconfiança tem fundamentos?

A partir do surgimento da imprensa, a multiplicação da informação e da arte possibilitou a divulgação de uma criação atravessar fronteiras, e a cada nova mídia que a tecnologia nos apresenta, maior o numero de pessoas atingidas e mais rápido é este alcance. Isso acarreta numa rede de influência artística mundial, muito do que era somente apreciado por um publico seleto de uma região nos confins de um pais qualquer, agora pode influenciar criadores e artistas do mundo inteiro.

Discutisse então até onde vai a influência, a referencia, e quais os limites da utilização da obra original na criação de uma nova obra.

Rip – A Remix Manifesto, é um documentário canadense dirigido por  Brett Gaylor em 2009, que utiliza o produtor/DJ  “Girl Talk”, para falar de direitos autorais e musica na era digital. A revolução que o “falecido” Napster causou na indústria fonográfica, para não dizer artística mundial, que muda todo um conceito de mercado, nos trás uma questão filosófica, até onde o autor tem controle sobre sua obra?

Importantes questões são levantadas, como direitos sobre obras onde o próprio autor não se beneficia em nada dos frutos das mesmas, principalmente por ter morrido a quase 70 anos atrás (Existem leis tanto na Europa como nos EUA que dão direitos autorais sobre uma obra até 70 anos após a morte do autor, caso da “Happy Birthday To You” que pertence a Warner Chappell).

Por uma lógica poética e até filosófica, apenas o autor deveria ter direito aos benefícios que sua obra pode trazer. Mas então voltamos ao ponto inicial, até onde o autor é o único responsável pela sua própria obra? E pior! Porque a arte, que teoricamente é criada para sociedade, deve ser taxada, cobrada e usurpada por dezenas de anos, e não entregue ao beneficio cultural da comunidade?

Utopias a parte, Gaylor escorrega quando coloca os remixes de Girl Talk no mesmo patamar de uma musica (teoricamente) criada do zero. Dizer que não existe contribuição artística por parte do DJ seria muito errado, ao mesmo tempo que utilizar-se de trechos de outras musicas conhecidas é pegar “emprestado” toda a conquista cultural e de publico da primeira. Portanto não é legitimo dizer que ele possa utilizar da maneira que bem entende trechos de outras obras sem o mínimo de consulta. Ou é? Como num circulo vicioso, voltamos as mesas questões, até onde aquela musica que foi gravada a 30 anos atrás já não faz parte de domínio publico, porque demora-se tanto para que a arte seja entregue a sociedade e que possamos fazer o que quiser com ela, principalmente criar coisas novas e evoluirmos artisticamente e socialmente?

Em “Remix” deixa-se claro que os direitos autorais, no ultimo século e até hoje, são uma simples desculpa para grandes corporações ganharem (e muito) com a arte de outros. Impérios manipulam a midia, fazem lobby para leis em beneficio próprio e transformam arte um negócio altamente lucrativo.

Interessante é que justamente a tecnologia que permitiu a gravação, estocagem e conseqüente comercialização da musica, agora tira, com o advento das redes que proporcionam a troca de conteúdo sem taxas nem “atravessadores”. Claro que existe ainda uma onda muito forte de corporações que se alimentam do mercado a mais de 50 anos que vão contra isso. A indústria do cinema contra-ataca a chamada pirataria ao utilizar cinemas 3D, mídias com conteúdo em alta definição, entre outros. São armas para retardar o processo de “socialização” de conteúdos.

A comunidade digital, sem bandeira, sem nação, e apesar de tantos nomes, avança quase anônima, tomando a arte de volta sem se preocupar em ter que pagar a conta. Infelizmente a democratização da informação ao invés de expandir o conhecimento e criar uma sociedade mais evoluída, parece atrofiar mentes pelo mundo afora, mas isso já é uma outra história.

Para não dizer que não falei das flores, o documentário é excelente, apesar de muitas vezes tendencioso.  O ponto alto é a abordagem sobre a Disney, que nasceu copiando filmes de sucesso em seus desenhos e atualizando para o cinema de animação, obras da literatura mundial, após criado o império, os mesmos foram ao presidente americano “pedir” para que leis fossem criadas “protegendo” todo o material dela mesma.

Para não dizer que não falei das flores ainda ficam questões importantes sobre esse assunto que rendem teses e discussões:

Se a cultura bebe do passado, por que restringir o acesso, e proibir sua utilização como instrumento evolutivo dela própria?

Metafóricamente falando, não deveriamos ser como pais que criam seus filhos para o mundo, será que a arte também não deve seguir o mesmo caminho?

Afinal, a arte pertence ao autor ou ao agente receptor dela? (Com certeza não deveria pertencer a Warner ou a Disney)

por Jonas Ribeiro

 
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Publicado por em agosto 27, 2010 em All Posts, Coisas de Filme

 

Time’s A Wasting

“I wear the black for the poor and the beaten down, / Livin’ in the hopeless, hungry side of town, / I wear it for the prisoner who has long paid for his crime, / But is there because he’s a victim of the times” (“Eu me visto de preto pelos pobres e oprimidos/ Que vivem no lado faminto e sem esperanças da cidade / Eu me visto assim pelo prisioneiro que há muito pagou por seu crime / Mas está ali pois é uma vítima dos tempos”). Trecho de “Man In Black” escrita em 1971.

Um homem trilha sua história cheia de problemas, desde a infância as coisas são difíceis para ele. Com o passar do tempo sente que dentro de si existe algo extraordinário, um dom que o difere dos comuns, ele parte em busca de seu destino, mesmo com muitos sendo contrários a sua luta. Logo, esse seu dom lhe dá notoriedade e ele passa a ser conhecido e amado por (quase) todos. Mas o que poderia ser um final feliz é justamente o ponto de partida da sua trajetória de muitos altos e baixos, perseguições e equívocos que o levam até o fundo do poço e para os braços da morte eminente. Até que um amor incondicional o traz de volta a vida, lhe dá a redenção, encontrando as forças em uma fé, o predestinado ressuscita e recebe sua absolvição.

Jesus, Homem-Aranha, Ray Charles, Karate Kid, etc. A trilha do herói, já academicamente analisada por diversos estudiosos de roteiros, é a receita para incontáveis histórias descritas pela humanidade. A vida de Johnny Cash se encaixa perfeitamente nela. Mesmo cometendo todos os abusos comuns para um ‘rock star’, envolvendo-se com drogas, ‘esquecendo’ da esposa/família durante as turnês, seu amor por June Carter e sua genialidade para música o absolvem de qualquer ‘tropeço’ cometido em vida.

Muito antes de Mano Brown nascer, Johnny Cash já versava os temidos e nem sempre justiçados presidiários. “Numa manhã enquanto dava voltas /Eu tomei uma dose de cocaína e matei minha mulher / Eu fui para casa e fui para cama / Guardei aquela amada 44 embaixo da minha cabeça” só como exemplo um trecho da famosa “Cocaíne Blues”. Foi justamente cantando musicas descrevendo passagens destes ‘fora-da-lei’ que ele ressurgiu para o sucesso no final dos anos 1960, mas afinal, não é olhando para os excluídos que o herói faz a diferença?

Johnny, que surgiu para o mundo da musica na metade do anos 1950, foi viciado em anfetaminas, foi preso algumas vezes, porém nunca chegou a ficar encarcerado por muito tempo. Vestia-se totalmente de preto, e a sua lista de amigos é no mínimo de respeito. No inicio de carreira dividia os palcos com Elvis e Jerry Lee Lewis, nos final dos anos 1960 ficou muito amigo de um tal Bob Dylan, até Ozzy Osbourne trocou algumas ‘idéias’ com ele nos anos 1980. A lista de influenciados pelo seu ‘country rock gospel bandido’ vai de U2 a Norah Jones e ele mesmo teve seu ultimo grande sucesso gravando “Hurt” composta por Trent Reznor do Nine Inch Nails.

O filme

“Johnny & June” (Walk The Line, 2005) é a cinebiografia do nosso herói e cantor country americano, com direção e roteiro de James Mangold (mesmo roteirista e diretor de “Garota, Interrompida”, 1999), estrelada por Joaquin Phoenix e Reese Witherspoon (atuação que lhe rendeu o merecido Oscar de melhor atriz). A dupla incorpora Cash e Carter de maneira sublime, e para minha grata surpresa,os atores cantam todas as musicas, sendo a voz de Joaquin ainda mais grave do que a original de Johnny, dando uma nova ‘roupagem’ para as canções.

O amor ‘latente’ cultivado por anos de proximidade entre o casal é muito bem explorado e torna-se o fio condutor de toda a trama. Sentimento este que depois de mais uma década pode ser declarado e consumido em público. Se não fosse baseado em fatos reais, poderíamos dizer que o filme é um enorme emaranhado de chavões com estrelas viciadas, casamentos desfeitos, auto-destruição do herói por causa de uma culpa injusta, e um final romântico onde os mocinhos ‘viveram felizes para sempre’. Em 2003, depois de mais de trinta anos de casamento, Cash morreu quatro meses após a sua amada Carter ter falecido.

Pra não dizer que não falei das flores, muitos dizem que se o blues é a mãe do rock e o pai com certeza é o country. O começo da trajetória musical de Johnny Cash demonstra como o rockabilly se misturava facilmente com a musica dele. Considerado por muitos o maior representante do estilo, foi rejeitado pela indústria da música conuntry nos anos 1990, mesmo período em que ele ressurgiu novamente (como uma Fênix de violões) emplacando sucessos e ganhando até Grammy.

Pra não dizer que não falei das flores novamente, faz dez dias que permeia em minha cabeça escrever este texto sobre o filme e o cantor, coincidência ou não, hoje vi um cara com uma camiseta com a famosa foto de Cash mostrando o dedo para as rádios e gravadoras country americanas.

Obs.: Infelizmente não encontrei no youtube a passagem em que Johnny pede June em casamento no palco.

Obs.2: A foto de abertura, na minha humilde opinião, é uma das mais belas da história do cinema.

#por Jonas Ribeiro#

 
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Publicado por em janeiro 18, 2010 em All Posts, Coisas de Filme, Notas Musicais

 

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“(What’s So Funny ‘Bout) Peace, Love & Understanding”

Inaugurando a sessão “Achei Isso em um Filme”, a música de Elvis Costello, “(What’s So Funny ‘Bout) Peace, Love & Understanding”. Há tempos passa pela minha cabeça escrever sobre músicas, bandas, lugares, escritores, livros, comidas, etc, que conheci vendo filmes. Afinal, muitas vezes ouvimos uma trilha, ou vamos atrás do autor do livro que inspirou ou é citado no filme, ou até um prato diferente de uma culinária de outro país. As referência agregam muito valor a qualquer obra, e rastreá-las sempre traz bons frutos para mentes mais atentas e curiosas.

Existem determinados filmes, quando assistimos pela primeira vez, percebemos que provavelmente é daqueles ‘atemporais’, ou um ‘novo-clássico’, e se daqui a 20 anos você parar para assisti-lo, sentirá muito confortável fazendo isso. Não que “Encontros e Desencontros” (Lost in Translation), seja algo tão extraordinário, para muitos é até um filme ‘parado demais’. Mas sua relevância destaca-se por trazer em ótima forma, o na época esquecido, Bill Murray. Não conheço todos os seus filmes, mas com certeza esse é um ponto alto em seu currículo. Podemos listar o Oscar de melhor roteiro para também diretora Sofia Coppola, e o primeiro grande sucesso de ninguém mais que Scarlett Johansson, exibindo toda sua sensualidade quase juvenil, sem muito esforço.

Existem várias passagens marcantes em “Encontros e Desencontros”, mas eu aponto aqui duas cenas onde as músicas foram utilizadas magistralmente. Apesar de ter ouvido uma ou outra coisa de Elvis Costello, nunca fora me apresentada a música “(What’s So Funny ‘Bout) Peace, Love & Understanding”. Na cena do Karaokê, quando Bill Murray a canta, além de “More Than this” (música original de Bryan Ferry e sua banda “Roxy Music”, regravada por “10.000 Maniacs”), fiquei muito curioso, pois além de muito engraçada a forma que Bill solta sua voz, a música soava forte e cheia de energia. Para quem não conhece Elvis Costello, ele começou sua carreira junto com o movimento punk na metade dos anos 70, percorreu a new wave, soul, country entre outros estilos, foi parceiro de Paul MacCartney no final dos anos 80 e casou-se com a cantora Diana Krall em 2003. Já concorreu ao Oscar de melhor canção, além de ser a voz que interpreta “She”, tema de “Um Lugar Chamado Notting Hill” (Notting Hill, 1999).

A outra é o encontro final entre Scarlett e Bill, “Just Like Honey” da banda Jesus and the Mary Chain, preenche totalmente os espaços (se você começar a contar as batidas desde o início da cena, elas sincronizam quando a música começa), criando um desfecho ‘cult’ e ‘ melancólico’ para o filme.

Como nada é por acaso, e este mundo é muito pequeno, após trocar alguns vídeos desta música com meu irmão, eis que me deparo com uma apresentação ao vivo, onde Elvis Costello divide o palco com Jakob Dylan (filho do Bob e líder do The Wallflowers, depois descobri que eles já regravaram esta música), Jenny Lewis e ninguém mais do que Zooey Deschanel. Mas fica questão: Quem seria essa tal Zooey Deschanel? A estrela de “500 Dias com Ela” (500 Days of Summer, 2009). Além de atriz é cantora e possui uma dupla chamada “She & Him”, mas sobre isso só no prometido e atrasado post de “500”.

Infelizmente não encontrei a sequência completa onde Bob Harris (Bill Murray) desfila toda sua voz para Charlotte (Scarlett Johansson), mas na segunda metade do trailer tem a música de fundo e uma pequena amostra desta cena.

Abaixo a apresentação ao vivo da ‘superbanda’ de Elvis Costello, reparem como tem vários guitarristas, dois bateristas e principalmente um ‘passinho legal’ de Zooey e Jenny nos backing vocals.

Site oficial de Lost in Translation.

‘Para não dizer que não falei das flores’, eu não conheço muito a discografia do Elvis Costello, por isso nem poderia dizer que sou fã ou coisa parecida. Mas esta música em especial, acho muito divertida e todas as versões que encontrei são excelentes.

#por Jonas Ribeiro#

 
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Publicado por em novembro 23, 2009 em All Posts, Coisas de Filme

 

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