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Direto ao Ponto.

13 dez

Numa rápida pesquisa encontrei algumas definições para o ponto. Ele é “um elemento no espaço que indica posição”. “Já para Aristóteles, segundo sua visão e pensamento filosófico, o ponto não tem limite, ou seja é ilimitado e é composto de infinitas partes”. Só para citar, dependendo do seu campo de estudo, o ponto tem variadas funções, como encerrar uma frase, completar uma partitura, demonstrar uma cidade no mapa, entre outras incontáveis utilidades.

O Ponto pode ser de vista ou cego, positivo ou negativo, pode ser fraco ou forte, de referência, de entrega, pode ser de luz, de ônibus, de encontro, pode ser firme ou de equilíbrio, pode ser cruz, de costura, de ebulição, de exclamação, pode ser no campeonato, no marcador, na escola, na pele, na tela, na cabeça, decisivo ou final. Ele é a fuga do desenho, o momento fixo, o vetor, o farol no horizonte, a estrela no céu, os olhos da menina, o norte e o sul, o marco principal.

Ele está em toda a ciência, na matemática, astrofísica, filosofia, gramática, aritmética, química, economia, biologia, geologia, arte, geografia, ‘futebologia’, culinária, medicina,  por assim dizer em todas as ‘aticas’, ‘éticas’, ‘ismos’, ‘inas’ e ‘ias’.

O Ponto representa a chegada e a partida, o mais alto e o mais baixo, o estável e o inconstante. Quando é seguido de mais dois, pode ser tudo, até infinito. Em contra partida, sua representação gráfica é o menor dos elementos possíveis, indivisível, quase invisível.

Para por um ponto nisso, “Rest My Chemistry” e “Dull Flame of Desire”. O que ambos tem em comum? Acredito que além da melancolia das própias canções, a ‘força ogânica’ que os pontos adquirem graficamente em ambos os casos.

‘Para não dizer que não falei das flores’ o Interpol é uma banda nova-iorquina que começou no final dos anos 1990. Com influências claras do pós-punk, percebe-se que eles leram a cartilha e ouviram muito Echo & The Bunnymen, Joy Division e The Chameleons. O que me chamou muito atenção deles foi exatamente a semelhança vocal melancólica com Ian Curtis. Sem blasfêmias ou comparações, o Interpol tem ótimos momentos, outros não me agradam tanto, mas “Rest My Chemistry” é a minha predileta, além do ótimo clipe. Björk dispensa apresentações.

#por Jonas Ribeiro#

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Publicado por em dezembro 13, 2009 em All Posts, Notas Musicais

 

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