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“There Is A Light That Never Goes Out”

27 nov

Encerrando os textos sobre a Mostra, a agradável estreia em longas-metragem do diretor de video clipes Marc Webb “(500) Dias com Ela” ((500) Days of Summer, 2009), ele também divide o roteiro com Scott Neustadter.

Quando um filme fala sobre relacionamentos, com ‘pitadas’ de humor para suavizar a trama ‘melodramática’, sempre estampa-se a rótulo de comédia-romântica. “500” não foge a risca, mas está acima da média, exatamente por trazer elementos próximos da realidade, sem deixar de utilizar todos os recursos que uma montagem bem elaborada pode trazer.

O sucesso de ‘500’ começa pela ótima escolha do elenco, Summer (Zooey Deschanel) está perfeita como o objeto de desejo do romântico e sensível Tom (Joseph Gordon-Levitt). Zooey, que esteve totalmente perdida em “Fim dos Tempos” (The Happening, 2008), assim como tudo naquele filme, e foi muito bem como par romântico de Jim Carrey em “Sim Senhor” (Yes Man, 2008), volta aqui encarnando todos os sonhos possíveis em forma de mulher que Tom ousara ter na vida. O que da credibilidade a Summer é justamente seu olhar, que cativa pela beleza, mas demonstra claramente uma certa desilusão que a personagem carrega dentro de si. Tom por sua vez, traz uma carga emocional forte, como vemos em toda ‘história da humanidade’, os românticos que idealizam uma musa, e só enxergam ela como solução para todos os seus problemas. Em contrapartida são justamente as cenas de humor dele que ‘ganham’ o publico.

A montagem sabiamente apresentada de forma não-cronológica, cria paralelos entre períodos distintos do relacionamento de Tom e Summer, os contrastes na vida dele ficam mais evidentes, tantos os momentos de felicidade como de tristeza. Se fosse diferente, provavelmente teríamos trechos excessivamente melancólicos, e outros extremamente ‘bonitinhos’. A sequência inicial é digna de aplausos, com a bela música “Us” de Regina Spektor, dividindo tela ao meio, apresentando os dois personagens ao mesmo tempo (recurso muito bem utilizado em outro ponto alto do filme).

A trilha sonora (que participa da trama) tem Smiths, a camiseta de Tom estampa Joy Division, o Beatle preferido de Summer não é Paul nem John (um dos encantos de Summer, ela não é uma garota comum), os próprios personagens cantam Clash e Pixies. “500” não poupa elementos da cultura pop/rock para que os nossos ‘neurônios-espelho’ entrem em ação e sejamos cativados. Aliás, tantos os personagens como os acontecimentos do filme, por serem claramente inspirados em pessoas reais, deixam aquela sensação de que você já viveu coisas semelhantes, ou conhece alguém que é igual ao Tom, ou mesmo se acha parecido com o jeito gracioso de Summer, entre outras ‘coincidências’.

O interessante, site oficial nacional.

Como meu dever oficial, segue abaixo o trailer, mas não recomendo que assistam aqueles que gostam de pequenas surpresas. Aqui tem várias.

‘Para não dizer que não falei das flores’, Zooey além de atriz é cantora, possui uma banda/dupla com o guitarrista e produtor M. Ward chamada She & Him. Esta ‘brincadeira’ de Zooey começou em outro filme “The Go-Getter”, 2008, quando o diretor a convidou para fazer dupla com Ward na musica dos créditos finais. Ela canta tem uma banda em “Sim Senhor”, da uma ‘palhinha’ em “500”, além de ter cantado em “Um Duende em Nova York” (Elf,2003). No post anterior sobre a música “(What’s so funny ‘bout) Love Peace and Understanding”, tem uma participação dela na super banda de Elvis Costello.

O clip da música “Why Do You Me Stay Here?” feito especialmente para promover o filme. A música eu não curti muito, mas a dança deles é legal.

Das apresentações de She & Him que encontrei, a que mais gostei foi esta versão de “You Really Got a Hold on Me” dos Beatles.

Para finalizar a musica dos Smiths presente no filme.

#por Jonas Ribeiro#

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4 Comentários

Publicado por em novembro 27, 2009 em 33a Mostra Internacional, All Posts

 

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4 Respostas para ““There Is A Light That Never Goes Out”

  1. Fabiano Pereira

    fevereiro 9, 2010 at 14:46

    Nascido clássico.

     
  2. Diogo

    junho 5, 2010 at 1:14

    Caraa gostei muito desse trabalho que vc fez em cima desse filme…
    fiquei muito impressionado com o filme tbm, pois eh extremamente realista em todos os aspectos…No começo achei que era mais um dos filmes românticos até a hora que o narrador falou que não era
    Me surpreendeu mto…

     
    • jonasribeiro78

      junho 5, 2010 at 1:21

      Valeu Diogo,
      Acho que o mais interessante do filme é mesmo tratar de questões dos relacionamentos humanos de forma verdadeira e ao mesmo tempo utilizando a linguagem do cinema trazendo diversos tipos de emoção pra quem assiste.

       
  3. jean

    junho 21, 2010 at 14:46

    texto perfeito!
    só uma coisa, You Really Got a Hold On Me não é dos Beatles , eles só regravaram, a música e do The Miracles, primeiro grupo do Smokey Robinson!

     

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