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Princesa Sueca

09 nov

Devido ao numero reduzido de horários possíveis, nos dias que pude comparecer na Mostra, precisava verificar se nos cinemas que eu poderia ir, teriam filmes que me despertassem algum tipo de interesse. Lendo a sinopse de “Estrelando Maja” (Prinsessa) disponível no site da Mostra, fiquei bem otimista, pois o filme sueco tocava num tema muito presente no cotidiano de todos nós, o preconceito contra pessoas obesas.

A humanidade sempre criou estereótipos, tanto pelo visual como pela personalidade, entre outros aspectos. Estes “padrões” são uma ferramenta que utilizamos para diferenciar as pessoas em análises superficiais, claro que usamos isso o tempo inteiro. Na rua, no trabalho, assistindo TV, dividimos as pessoas em grupos e subgrupos, quase sempre de maneira inconsciente, com a pequena amostra de determinado individuo nos é apresentado. O problema é quando julgamos, sem ter o mínimo de conhecimento de quem realmente aquela pessoa é, independente de como se apresenta visualmente.

“Estrelando Maja” (pronuncia-se Maia), conta a história de uma adolescente sueca com um sonho de ser atriz. O único porém é o fato de que a sua obesidade atrapalha sua vida social na escola e no grupo de teatro que participa. Em um casamento, Maja encontra com Erika Sohlman, uma diretora de cinema que filma casamentos para ganhar a vida.

Deste encontro nasce a idéia de criar um documentário sobre a vida de Maja e a sua busca pelo sonho de ser atriz. As duas tornam-se amigas, e durante as filmagens, Erika se depara com a realidade do preconceito que Maja sofre de todos que estão a sua volta. Uma amostra disso é, quando surge a oportunidade de uma ponta em um seriado de TV, ela descobre no ultimo momento que a personagem dela é definida pelo termo “gorda e feia”, sendo motivo de piada na pequena participação.

O interessante de “Estrelando Maja”, além da própria história de Maja, é o cuidado na construção das outras personagens. Erika é um exemplo, que por questões financeiras, acaba traindo sua nova amiga, assinando um contrato onde o documentário deveria ter uma abordagem humorística, que iria ridicularizar Maja.

O filme chama-se “Prinsessa” em sueco, que significa princesa em português. Erika no se redime com Maja, apresentando outro documentário, sobre o sonho de princesa que mora em grande parte das mulheres, e quando elas se deparam com a realidade, a única coisa que sobra deste sonho é o dia do casamento. O desfecho acontece quando Maja aceita participar da peça da escola, mesmo não sendo o papel da “mocinha” da história, e vira a estrela da peça.

Ao final da exibição, a bela diretora sueca Teresa Fabik respondeu algumas perguntas dos presentes na sessão. Comentou que os atores eram profissionais e elucidou pequenas particularidades suecas do filme, como as piadas sobre Estocolmo ser uma metrópole (o que, segundo Teresa, não é), e a formatura do colegial deles, onde os rapazes se vestem parecidos com marinheiros e ao final da cerimônia os jovens desfilam pela cidade em um caminhão.

#por Jonas Ribeiro#

teresa fabik

A bela e ruiva diretora Teresa Fabik

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